
Juliana Araripe, Camila Raffanti e Patrícia Pichamone. Bonitas e inteligentes, é possível?
Nosso departamento de crítica teatral foi assistir a peça “Confissões das Mulheres de 30″, na intenção de trazer um pouco de cultura aos toscos leitores d’Azaventuras do Velloso. A peça, pra quem tem dificuldade de abstração, trata das questões que cercam as mulheres que estão circulando a idade dos 30 anos, que para os homens ainda é fase de adolescência. É muito engraçada, inteligente, com aquele tempo certinho de comédia. Demorei um pouco pra perceber que elas estavam dizendo alguma coisa. As atrizes são muito lindas e passei os primeiros minutos hipnotizado e babando. Recomposto e com o fio de baba seco na lapela percebi a grande sacada do texto: a identificação. Situações comuns, neuras, relacionamentos, enfim, o cotidiano diário de todo dia das mulheres de 30, escrito, atuado e confessado com excelência. Não tem como não se identificar (não sou uma mulher de 30, que fique bem claro, mas conheço um monte delas).
E o Velloso? Por incrível que possa parecer tem o dedo dele (ui) no texto. Ele tinha uma vizinha que fazia anualmente uma festa de aniversário para o Roberto Carlos, com as comidas preferidas do cara, vários convidados e até fogos de artifício. Na hora do parabéns todos cantavam pra um retrato do Rei. Claro que o Roberto nunca apareceu na festa. Não devia nem saber que rolava. Não duvido que muita gente faça isso por aí, coisa de maluco mesmo. Bom, as meninas colocaram uma versão dessa história na peça. Trocaram o Roberto Carlos pelo Fábio Jr. e encaixaram numa parte do texto. Fantástico! A peça é muito dinâmica e sempre atualizada, não sei se ainda figura isso lá, mas já bastou para introduzir (ai) o Velloso nos anais (uiui) da dramaturgia brasileira. Quem sabe universal?
As atrizes Camila Raffanti e Juliana Araripe tem um blog muito bom, vai lá, é o Mulheres Reais
Quer ver a peça? Elas estão no teatro Gazeta, na avenida Paulista, em Sampa, até o dia 8 de agosto. Depois saem em turnê por esse mundão.

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